Grande parte da minha vida política desenvolveu-se nos anos 80, tendo começado logo após o 25 Abril, na inconsciência dos meus treze anos e com muita influência paterna. O palco escolhido foi o PSD, na altura PPD, e na sua juventude partidária (JSD). Como forma de afirmação da minha ideologia, cada dia mais convicta, quer pelas conversas com os fundadores do PPD em Coimbra (Figueiredo Dias, Barbosa de Melo, Mota Pinto, o meu pai, entre outros) quer por alguma leitura de Bernstein e Sá Carneiro, fui me aventurando por RGAs e eleições para os orgãos académicos. Inicialmente nas Comissões de Alunos no Liceu, mais tarde na DG da AAC, coroada com o regresso das tradições Académicas a Coimbra. A nível nacional fui tendo experiências várias, no CJ da Jota, no CN e naturalmente em Congressos. No PSD ia assistindo à chegada, ascensão e às vezes queda, de muitos dos ditos barões, ou elites (Dias Loureiro e Encarnação, Nogueira e Calvão, etc) A tropa (na altura ano e meio) e o trabalho afastaram-me durante quase vinte anos da política activa, mas não me impediram de ir acompanhando os caminhos daqueles que, tendo estado nas mesmas lutas que eu, se mantinham (ou não) activamente na política. Dos PPD's alguns saíram do Partido, como o meu Pai, para abraçar outros projectos, outros foram se afastando ou faleceram. Dos que foram entrando nessa altura (76-85) boa parte ocupa cargos importantes na vida política e económica do país. Os Jotinhas da altura também chegaram a quase todo lado, de Ministros a eurodeputados, de Presidentes de Câmara a administradores públicos (uns por capacidades notórias outros vá la gente entender como).
Passados esses vinte anos, a candidatura presidencial de Cavaco Silva trouxe-me de volta à politica, pela mão amiga de um dos Jotas da altura (Jorge Antunes). Curiosamente à volta da 1ª candidatura presidencial, da área social-democrata, com efectivas possibilidades de ganhar, venho a reencontrar quase todos aqueles que referi anteriormente. Os históricos fundadores do partido (não foram só três, porque sem estruturas locais nunca teríamos sido mais que um BE de centro ou um PRD com ideologia), as elites afastadas pelas derivas mais populistas de Santana Lopes ou por incompatibilidades com o feitio autoritário e centralizador do próprio Cavaco Silva que agora apoiavam, os Jotas que eram agora presidentes de Câmara, deputados ou ex-governantes. Creio que só faltou ver o injustiçado Fernando Nogueira, ou por estar fora do país ou por não ter sarado as incompatibilidades que o "tabu" lhe deixou. E aproveitei para conhecer outros políticos como Pedro Machado ou Manuel Antunes que, por serem novos ou eu ter falhado no acompanhamento da política regional, eram (boa) novidade para mim.
Mas o tema é o XXX Congresso e as directas que o precederam, só que a análise que faço a estes recentes eventos não pode ser feita sem o enquadramento anterior. Na realidade a janela de esperança aberta com a eleição de CS e as pessoas que atraiu de novo à política foi fechada com estrondo. Praticamente nenhum dos nomes directa ou indirectamente referidos anteriormente fazem parte dos órgãos do partido. O distrito troca Pedro Machado (presidente da RTCentro) por Paulo Pereira Coelho na CPN (PPC é vereador do PSD na Figueira da Foz, mas destabilizando quase todas as reuniões do executivo camarário, em ataques aos, ou dos seus companheiros de partido...). Jaime Soares não é substituído na mesa do Congresso, Carlos Encarnação é o, no Conselho Nacional, pelo 5º ou 6º da Coligação por Coimbra (cujo nº 2 perdeu a confiança do nº1 e parecem preocupados, apenas, em acertar contas) . Costa Andrade, falado para o CJN, não está, e este orgão passa a ser presidido por alguém que é assessor jurídico da C.M. de Gaia, tendo como vice um vereador da mesma Câmara. Resta-nos José Manuel Canavarro, que em termos de troca directa com Calvão da Silva na CPN, deixa o concelho de Coimbra igualmente bem representado em termos técnicos, ambos são brilhantes nas suas áreas, com a pequena singularidade política de ambos terem sido mandatários das duas listas que em Julho de 2006 se degladiaram nas eleições para a Comissão politica de secção (o 1º com o já não presidente Carlos Páscoa, o 2º com o proscrito Pina Prata). E neste aspecto, o saco de gatos que aquele orgão se tornou (as picardias entre os seus membros nas eleições directas e o plebiscito do novo presidente, foram, no mínimo, caricatos) em nada abona quem o caucionou.
Assim não vamos lá (nem Coimbra nem o PSD).
Passados esses vinte anos, a candidatura presidencial de Cavaco Silva trouxe-me de volta à politica, pela mão amiga de um dos Jotas da altura (Jorge Antunes). Curiosamente à volta da 1ª candidatura presidencial, da área social-democrata, com efectivas possibilidades de ganhar, venho a reencontrar quase todos aqueles que referi anteriormente. Os históricos fundadores do partido (não foram só três, porque sem estruturas locais nunca teríamos sido mais que um BE de centro ou um PRD com ideologia), as elites afastadas pelas derivas mais populistas de Santana Lopes ou por incompatibilidades com o feitio autoritário e centralizador do próprio Cavaco Silva que agora apoiavam, os Jotas que eram agora presidentes de Câmara, deputados ou ex-governantes. Creio que só faltou ver o injustiçado Fernando Nogueira, ou por estar fora do país ou por não ter sarado as incompatibilidades que o "tabu" lhe deixou. E aproveitei para conhecer outros políticos como Pedro Machado ou Manuel Antunes que, por serem novos ou eu ter falhado no acompanhamento da política regional, eram (boa) novidade para mim.
Mas o tema é o XXX Congresso e as directas que o precederam, só que a análise que faço a estes recentes eventos não pode ser feita sem o enquadramento anterior. Na realidade a janela de esperança aberta com a eleição de CS e as pessoas que atraiu de novo à política foi fechada com estrondo. Praticamente nenhum dos nomes directa ou indirectamente referidos anteriormente fazem parte dos órgãos do partido. O distrito troca Pedro Machado (presidente da RTCentro) por Paulo Pereira Coelho na CPN (PPC é vereador do PSD na Figueira da Foz, mas destabilizando quase todas as reuniões do executivo camarário, em ataques aos, ou dos seus companheiros de partido...). Jaime Soares não é substituído na mesa do Congresso, Carlos Encarnação é o, no Conselho Nacional, pelo 5º ou 6º da Coligação por Coimbra (cujo nº 2 perdeu a confiança do nº1 e parecem preocupados, apenas, em acertar contas) . Costa Andrade, falado para o CJN, não está, e este orgão passa a ser presidido por alguém que é assessor jurídico da C.M. de Gaia, tendo como vice um vereador da mesma Câmara. Resta-nos José Manuel Canavarro, que em termos de troca directa com Calvão da Silva na CPN, deixa o concelho de Coimbra igualmente bem representado em termos técnicos, ambos são brilhantes nas suas áreas, com a pequena singularidade política de ambos terem sido mandatários das duas listas que em Julho de 2006 se degladiaram nas eleições para a Comissão politica de secção (o 1º com o já não presidente Carlos Páscoa, o 2º com o proscrito Pina Prata). E neste aspecto, o saco de gatos que aquele orgão se tornou (as picardias entre os seus membros nas eleições directas e o plebiscito do novo presidente, foram, no mínimo, caricatos) em nada abona quem o caucionou.
Assim não vamos lá (nem Coimbra nem o PSD).
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