quinta-feira, 8 de março de 2012
O barato sai caro.
O Barato sai caro.
Tendo batido (com estrondo) à porta das TV's, o caso das audiências é tudo menos relevante. Relevante é o que lhe está por detrás e é, infelizmente, transversal aos concursos públicos. O preço tem sempre um peso muito superior à qualidade técnica. E quando este principio é aplicado a concursos de vários milhares ou milhões e para fazer algo tão relevante como um estrada ou um hospital (ou em muitos casos a fiscalização dessas obras) os resultados são bem piores. E saem caro, muito caro a todos nós.
Quando se dá preferência aos preços, em detrimento da qualidade, as empresas desinvestem nas tecnologias e na qualificação da sua mão-de-obra. Esmagam as suas margens. Os resultados são trabalhos mal feitos e falências. Depois temos notícias sobre reparações que não foram feitas, indemnizações que não foram pagas porque quem ganhou o concurso já faliu. Temos falhas na estrutura de um viaduto que custam vidas, escolas novas que metem água, estradas cujos pavimentos abatem. Derrapagens de custos por deficiências de projecto ou na própria construção, etc, etc.Tudo isto porque o Estado quer poupar de início. A factura vem sempre depois e é sempre muito mais cara.
http://www.publico.pt/Media/preco-imperou-no-concurso-das-audiencias-em-detrimento-da-qualidade-do-servico-1536621
quarta-feira, 7 de março de 2012
Cadastro em Portugal (parte II)
O Governo (e estamos a falar de uma coligação PSD-CDS) não encontra soluções que não passem por aumentos de impostos ou expropriações violentas mais próprias de outras ideologias?
Que tal isentar de emolumentos e outras coimas a regularização cadastral (os tais prédios que nas bases de dados, não só do Estado, mas também da REN, EP e EDP, são de herdeiros de herdeiros dos herdeiros e situações semelhantes).
Que tal isentar de emolumentos e de IMI durante uns bons anos quem inscrever e registar o seu prédio acompanhado por um levantamento geo-referenciado acreditado? Porque não aceitar perder receitas imediatas a favor do desenvolvimento da economia agrícola que lhe dará frutos (impostos) mais tarde.
Porque não alocar parte do IRC dos principais beneficiários deste cadastro (os atrás citados mais a industria papeleira e corticeira) às Autarquias onde se situam os prédios que geram os lucros (barragens, eucaliptais, linhas de AT, etc) para que as mesmas sejam actores pró-activos desse cadastro?
Que tal isentar de emolumentos e outras coimas a regularização cadastral (os tais prédios que nas bases de dados, não só do Estado, mas também da REN, EP e EDP, são de herdeiros de herdeiros dos herdeiros e situações semelhantes).
Que tal isentar de emolumentos e de IMI durante uns bons anos quem inscrever e registar o seu prédio acompanhado por um levantamento geo-referenciado acreditado? Porque não aceitar perder receitas imediatas a favor do desenvolvimento da economia agrícola que lhe dará frutos (impostos) mais tarde.
Porque não alocar parte do IRC dos principais beneficiários deste cadastro (os atrás citados mais a industria papeleira e corticeira) às Autarquias onde se situam os prédios que geram os lucros (barragens, eucaliptais, linhas de AT, etc) para que as mesmas sejam actores pró-activos desse cadastro?
Custos de obras em escolas disparam mais de 400%.
http://aeiou.expresso.pt/custos-de-obras-em-escolas-disparam-mais-de-400=f709592
Quando leio estas notícias vem-me sempre a mesma ideia à cabeça. Quanto custa o ideal vs o possível
Na escola da minha filha foi feito um pavilhão coberto, na escola ao lado, separadas por uma rua, foi coberto o campo de jogos e ao lado de ambas existe um pavilhão municipal e outro de um clube desportivo e ainda, a cerca de 500 metros um outro do outro clube da cidade. Cinco pavilhões no raio de 300 metros. É o ideal ? (um pavilhão por escola, um pavilhão por clube mais um pavilhão municipal). Será. Mas não era possível e por isso muitas pequenas escolas vão fechar e alguns destes equipamentos vão se deteriorar.
Aconteceu o mesmo nas estradas (quantas estradas no interior se degradam à custa de auto-estradas com 6 vias tipo A17 ?).
Quantos centros de saúde fecham no interior à custa de investimentos nos centros hospitalares do litoral (e não falo de tecnologias médicas, mas muitas vezes de TV'S, sinaléctica, elevadores, quadros interactivos, etc) ?
Quantas linhas de comboio encerram à custa de Estações do Oriente e afins?
Devíamos ter crescido de forma gradual. Quisemos ser iguais "ao melhor que se faz na Europa". Em 25 anos fazer o que outros demoraram 50. O resultado está á vista.
Se eu podia viver sem a "ZON" Posso. Basta não ter dinheiro para pagar a conta.
Quando leio estas notícias vem-me sempre a mesma ideia à cabeça. Quanto custa o ideal vs o possível
Na escola da minha filha foi feito um pavilhão coberto, na escola ao lado, separadas por uma rua, foi coberto o campo de jogos e ao lado de ambas existe um pavilhão municipal e outro de um clube desportivo e ainda, a cerca de 500 metros um outro do outro clube da cidade. Cinco pavilhões no raio de 300 metros. É o ideal ? (um pavilhão por escola, um pavilhão por clube mais um pavilhão municipal). Será. Mas não era possível e por isso muitas pequenas escolas vão fechar e alguns destes equipamentos vão se deteriorar.
Aconteceu o mesmo nas estradas (quantas estradas no interior se degradam à custa de auto-estradas com 6 vias tipo A17 ?).
Quantos centros de saúde fecham no interior à custa de investimentos nos centros hospitalares do litoral (e não falo de tecnologias médicas, mas muitas vezes de TV'S, sinaléctica, elevadores, quadros interactivos, etc) ?
Quantas linhas de comboio encerram à custa de Estações do Oriente e afins?
Devíamos ter crescido de forma gradual. Quisemos ser iguais "ao melhor que se faz na Europa". Em 25 anos fazer o que outros demoraram 50. O resultado está á vista.
Se eu podia viver sem a "ZON" Posso. Basta não ter dinheiro para pagar a conta.
Subscrever:
Comentários (Atom)