quarta-feira, 25 de março de 2009

ainda a final da Taça da Liga

O rescaldo à final da Taça de Liga continua. Como sempre, quando a fé clubista é muita, sem bom senso.
O Sporting diz que é uma cabala contra ele e vem lembrar este erro e mais uma dezena deles nos últimos anos. Visto deste modo o Sporting mereceu todos os títulos que ganhou e mais uma dúzia que devia ter ganho. A ser assim era hegemónico, facto que tem criticado ao FCP.
O Benfica finge que nada aconteceu mas vai comentando que também foi muito prejudicado nos últimos anos e que, com isso, perdeu diversos títulos.
O FCP, com menos razões de queixa (caso contrário tinha ganho mesmo tudo), recorda a Taça do ano passado e, como sempre o Calabote há 50 anos!
Bem vistas as coisas teríamos 20 campeões nacionais só nos últimos 10 anos.
Comentar as arbitragens é fácil. Todas as imagens, repetidas à exaustão do penalti mal assinalado são câmaras que mostram Pedro Silva de frente. O árbitro viu o lance, naturalmente, do ângulo contrário. E neste ponto convém lembrar o ridiculo abaixo-assinado que Rui Santos promove na Net. Novas tecnologias? Onde? Nos principais jogos (os que têm mais de 10 câmaras)? E o Paços- Académica, e o Rio Ave-Trofense? Não são igualmente importantes? A resposta a estas perguntas é fácil. Estes não podem ser. Não há dinheiro.
A comparação com o Rugby é sintomática do desfasamento com a realidade. Como a maioria dos portugueses, Rui Santos e outros apoiantes da tecnologia só viram o campeonato do Mundo. Esquecem que nas Seis Nações, Taça da Europa (em que Portugal participa), Campeonatos Nacionais, etc, não existe video para confirmar os ensaios.
Joguem Futebol (ou Rugby, ou Basquetebol) que o desporto é bonito. E por muito que lhes custe os árbitros são apenas uma parte do jogo, que, como os outros, falha.


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Now playing: Colbie Caillat - Realize
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terça-feira, 24 de março de 2009

Helicicultura da justiça

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Foi de um modo pouco simpático que conheci a Helicicultura. Infeliz mesmo. É que passados 12 anos de uma experiência "amiga" pelos meandros da produção de caracóis, ainda ando a contas com a justiça por causa das dívidas que avalizei ao "amigo". Posso dizer que neste caso o "Helicização" da justiça me tem sido favorável. Em muitos outros casos, contudo, o passo de caracol da justiça prejudica em muito a minha vida.
Por exemplo quando o património que o meu pai deixou à família se encontra, em 30%, devoluto. E porquê? Porque os arrendatários desapareceram e deixaram os armazéns fechados. Um até já disse que entregava a chave, mas o armazém está há 4 anos fechado com todo o seu recheio (cerca de mil produtos eléctricos - de candeeiros a cabos ) penhorado pelas finanças. E as finanças? Dizem que não conseguem vender o material e que cabe ao fiel depositário (o arrendatário) tomar conta dele. Assim sendo vamos esperando, mas pagando um IMI correspondente ao valor do armazém arrendado, mesmo não recebendo um cêntimo. Enquanto continuam os custos com advogados e tribunais, vamos aguardando as ordens de despejo e esperando que os outros armazéns devolutos não nos reservem surpresas semelhantes.
Para não falar num processo no Tribunal Tributário que espera há 5 anos que o magistrado escreva a decisão, acabadas que foram todas as diligências processuais. E o valor do processo, não sendo excêntrico, já é bastante apreciável.
Sem uma Justiça célere é impossível existir democracia.
É só ver os casos Fritzl, Madoff ou do camionista português envolvido num acidente mortal em Inglaterra, e compará-los com a Casa Pia, Furacão ou do Futre, ressarcido pelas Finanças 17 anos depois, para perceber que é possível fazer (muito) melhor.


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Now playing: Aimee Mann - Deathly
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quarta-feira, 11 de março de 2009

To Twitt or not to Twitt

Depois da desilusão que foi não ter ido ao aniversário do 2CV, porque o cá da casa se avariou, fiquei sem vontade de escrever mais.
E assim continuei durante todo este tempo, assistindo a eleições no PSD com a vitória da minha candidata (mas com pena, à data, que não fosse o José Pedro Aguiar Branco), ao aparecimento do caso Freeport, à crise, etc. etc. Tinha a minha opinião sobre os casos mas não estava virado para falar sobre os mesmos.
Depois deste período de "Infoexclusãosocial", e de modo que não me recordo, aderi ao Twitter. Creio que foi algures no mundo Apple, provavelmente olhando para um "cão com pulgas" e vendo Pedro Aniceto a twittar.
Primeiro comecei a seguir a torto e a direito, depois foi necessário estabelecer regras.
Ser minimamente criterioso em relação a quem se segue parece-me a principal.

Passado algum tempo (isto começou no final de Janeiro) comecei a organizar os meus "amigos": Mundo Apple, 2CV, Política, notícias, desporto, Coimbra, etc.
Deste modo acompanhei o caso do Hamburger da Alberta Marques Fernandes (um feito do mundo Apple), os Prós e Contras, os Oscares ou o Congresso do PS, aprendendo o que são RT DM ou hashtags com o @pauloquerido

Depois criei uma pequena rede de política - Sociais Democratas, socialistas e bloquistas.
Deste modo acompanhei o lançamento do nome de Marcelo Rebelo de Sousa ao Parlamento Europeu pelo Vasco Campilho
Por outro lado, ler de vez em quando o "Jeune Garde", permite-me ver como o absurdo pode ser defendido.

Actualmente já não abro o Igoogle com as notícias do dia. Acompanho as notícias conforme elas vão saindo no Público, Expresso, BNO, CNN, RTP, etc. E pouco depois vão aparecendo os comentários às mais importantes, muitas vezes com links para Blogs, além dos comentários directos de Henrique Monteiro ou José Manuel Fernandes.

Menos sério posso rir com o Humor do Markl, da Catarina Matos, do Penin, etc.

É só escolher o tema que alguém aparece a comentar. Depois é ir lendo.
Ou ver as fotografias do Va5co Casquilho.
Ou ler as diatribes do António Boronha sobre o futebol. Futebol que pela paixão que provoca leva os jornalistas, políticos, humoristas, enfim, todos, a opinar de modo faccioso.
E mais isto e mais aquilo.
Uma verdadeira Caixa de Pandora.