Foi de um modo pouco simpático que conheci a Helicicultura. Infeliz mesmo. É que passados 12 anos de uma experiência "amiga" pelos meandros da produção de caracóis, ainda ando a contas com a justiça por causa das dívidas que avalizei ao "amigo". Posso dizer que neste caso o "Helicização" da justiça me tem sido favorável. Em muitos outros casos, contudo, o passo de caracol da justiça prejudica em muito a minha vida.
Por exemplo quando o património que o meu pai deixou à família se encontra, em 30%, devoluto. E porquê? Porque os arrendatários desapareceram e deixaram os armazéns fechados. Um até já disse que entregava a chave, mas o armazém está há 4 anos fechado com todo o seu recheio (cerca de mil produtos eléctricos - de candeeiros a cabos ) penhorado pelas finanças. E as finanças? Dizem que não conseguem vender o material e que cabe ao fiel depositário (o arrendatário) tomar conta dele. Assim sendo vamos esperando, mas pagando um IMI correspondente ao valor do armazém arrendado, mesmo não recebendo um cêntimo. Enquanto continuam os custos com advogados e tribunais, vamos aguardando as ordens de despejo e esperando que os outros armazéns devolutos não nos reservem surpresas semelhantes.
Sem uma Justiça célere é impossível existir democracia.
É só ver os casos Fritzl, Madoff ou do camionista português envolvido num acidente mortal em Inglaterra, e compará-los com a Casa Pia, Furacão ou do Futre, ressarcido pelas Finanças 17 anos depois, para perceber que é possível fazer (muito) melhor.
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