quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Futuro (não é) já aqui ao lado.

O futuro é um lugar muito interessante. É lá que vamos passar o resto da nossa vida.
Contudo os nossos políticos continuam a olhar para o futuro de forma reaccionária, reagindo ao presente não medindo as consequências.
Esta forma reactiva ficou patente nestes últimos tempos em diversas áreas:
- Ao episódio do Carolina Michaelis responde-se com mudanças de escolas, desloca-se o problema mas não se ataca a raiz.
- No caso Esmeralda tenta-se mudar a Lei para o caso concreto e não para evitar recorrências.
- Na Energia estimulam-se alternativas pouco estudas e não se olha ao problema principal - o consumo.
- Nas Finanças o aumento não sustentado das receitas (a recuperação de créditos não é eterna) permite manter as despesas que nos comprometem o futuro.

Hoje o tema é um incidente numa esquadra da PSP em Odivelas que provoca reuniões, comentários e reacções que deixam de lado a questão fundamental sobre que tipo de Segurança queremos. Os mesmos que criticavam existirem poucos polícias na rua (após os crimes de Loures e Oeiras) querem hoje mais polícias nas esquadras. Amanhã será nos estádios, ou nas escolas, ou nas praias, conforme o que aconteça.
Noutra área, e perante o 14º aumento dos combustíveis, fala-se de cartelização e não do ISP e se este é, ou não, um instrumento de regulação do consumo (a ideia inicial) ou, tão só, um instrumento de politica financeira.

E esta política casuística que afasta a juventude da causa pública, e sem juventude não há futuro.



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Now playing: Diana Krall - Why Should I Care
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