A Direita
Na minha identificação classifico-me como sendo de centro-esquerda , militando num partido, dito , de centro-direita. Este perfil ideológico coloca-me naquela zona que os nossos politólogos gostam de chamar de "centrão". E, segundo eles é este centrão que decide. em cada eleição legislativa, europeia e presidencial, quem ganha e quem perde. Nas autárquicas a história é outra. Mas este centro não é assim tão nebuloso como nos querem fazer querer. Existem hoje, claramente, diferenças entre as diversas ideologias existentes no nosso espectro eleitoral, bem como em todo o mundo democrático (Boaventura Sousa Santos faz questão de me o lembrar regularmente na "Visão". O modo com eu vejo a governação do país e do mundo é claramente diferente da do meu conterrâneo sociólogo). À minha direita a componente social é, salvo nos discursos demagógicos, um mal (des)necessário. O liberalismo económico quer e deseja que seja o mercado a regular os fluxos económicos, cabendo ao estado tão só a garantia da "identidade nacional", isto é um simpático exército e as forças policiais necessárias a garantir que todos somos portugueses debaixo da mesma bandeira, mas que, se tivermos algum devaneio de daí sair, a integridade do estado não será posta em causa. Escolas, hospitais, cartórios, transportes, energia, etc, tudo deveria ser regulado pelo mercado sem a tutela do estado. Com este modelo político revêm-se muitos portugueses (10% a 15 % provavelmente), saudosos de passados que não compreenderam, porque não lhes era dada a possibilidade de exercitar o livre pensamento, mas que julgam melhor do que têm actualmente. Mas, comparando os resultados eleitorais, com a percentagem que à pouco referi, estas gentes vão em boa parte votar no centrão. E porquê? É que, entre os que professam esta ideologia, co-existem diversos estratos sociais, e algum deles, no aconchegante anonimato do voto, prefrerem continuar a contar com a nossa saúde pública (que é excelente, mas padece do mesmo problema da Auto-Estrada A1 - tem uma sobreutilização por falta de alternativas e/ou utilização desnecessária- tornando-a ineficaz), as nossas universidades, a CP e o Metro mantidos pelo OE. Vai daí votam mais à esquerda castigando invarialvalmente quem possa demonstar que no centro está a virtude, isto é retirando do poder quem, na prática demonstra que a sua ideologia está errada. A alternância democrática é, em parte, garantida por esta franja do eleitorado que não quer reforçar nenhum modelo por muito tempo no governo, sob pena deste se tornar a melhor negação da sua ideologia. À esquerda o resultado é semelhante mas por razões diversas, e essas ficam um próximo post.
Na minha identificação classifico-me como sendo de centro-esquerda , militando num partido, dito , de centro-direita. Este perfil ideológico coloca-me naquela zona que os nossos politólogos gostam de chamar de "centrão". E, segundo eles é este centrão que decide. em cada eleição legislativa, europeia e presidencial, quem ganha e quem perde. Nas autárquicas a história é outra. Mas este centro não é assim tão nebuloso como nos querem fazer querer. Existem hoje, claramente, diferenças entre as diversas ideologias existentes no nosso espectro eleitoral, bem como em todo o mundo democrático (Boaventura Sousa Santos faz questão de me o lembrar regularmente na "Visão". O modo com eu vejo a governação do país e do mundo é claramente diferente da do meu conterrâneo sociólogo). À minha direita a componente social é, salvo nos discursos demagógicos, um mal (des)necessário. O liberalismo económico quer e deseja que seja o mercado a regular os fluxos económicos, cabendo ao estado tão só a garantia da "identidade nacional", isto é um simpático exército e as forças policiais necessárias a garantir que todos somos portugueses debaixo da mesma bandeira, mas que, se tivermos algum devaneio de daí sair, a integridade do estado não será posta em causa. Escolas, hospitais, cartórios, transportes, energia, etc, tudo deveria ser regulado pelo mercado sem a tutela do estado. Com este modelo político revêm-se muitos portugueses (10% a 15 % provavelmente), saudosos de passados que não compreenderam, porque não lhes era dada a possibilidade de exercitar o livre pensamento, mas que julgam melhor do que têm actualmente. Mas, comparando os resultados eleitorais, com a percentagem que à pouco referi, estas gentes vão em boa parte votar no centrão. E porquê? É que, entre os que professam esta ideologia, co-existem diversos estratos sociais, e algum deles, no aconchegante anonimato do voto, prefrerem continuar a contar com a nossa saúde pública (que é excelente, mas padece do mesmo problema da Auto-Estrada A1 - tem uma sobreutilização por falta de alternativas e/ou utilização desnecessária- tornando-a ineficaz), as nossas universidades, a CP e o Metro mantidos pelo OE. Vai daí votam mais à esquerda castigando invarialvalmente quem possa demonstar que no centro está a virtude, isto é retirando do poder quem, na prática demonstra que a sua ideologia está errada. A alternância democrática é, em parte, garantida por esta franja do eleitorado que não quer reforçar nenhum modelo por muito tempo no governo, sob pena deste se tornar a melhor negação da sua ideologia. À esquerda o resultado é semelhante mas por razões diversas, e essas ficam um próximo post.
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